A esofagite é a inflamação do esófago, o tubo que liga a garganta ao estômago. Pode causar dor, dificuldade em engolir, sensação de refluxo ou dores no peito. A inflamação surge quando o sistema imunitário reage a infeções, alergias, lesões ou a substâncias erosivas, como o ácido gástrico ou certos medicamentos. O refluxo ácido crónico é uma das causas mais frequentes, mas existem outros tipos menos comuns.
Entre os tipos mais habituais encontram-se:
A Esofagite manifesta-se sobretudo por dificuldade e dor ao engolir, dor retroesternal, azia e regurgitação ácida. Em crianças pequenas, pode apresentar-se como dificuldade de alimentação, irritabilidade, arqueamento das costas ou falta de apetite, podendo também afetar o crescimento.
Quando não tratada, a esofagite pode causar estreitamento do esófago, rutura do revestimento por vómitos intensos ou esófago de Barrett, que aumenta o risco de cancro esofágico.
A longo prazo a inflamação continuada do esófago pode resultar em presença de tumores, rutura do revestimento por vómitos intensos ou esófago de Barrett, que aumenta o risco de cancro esofágico.
O diagnóstico é feito por um gastroenterologista, com base na história clínica e exames complementares, como endoscopia, biópsia e radiografia com bário. Estes exames permitem avaliar alterações estruturais e identificar a causa da inflamação.
O tratamento depende da causa. Na esofagite de refluxo, podem ser usados antiácidos, bloqueadores H2 ou como os inibidores da bomba de protões (omeprazole por ex), e, em casos resistentes mais refratários dispomos atualmente de técnicas endoscópicas não invasivas para o seu tratamento (ARMA ou fundoaplicatura endoscópica, por exemplo). A cirurgia é outra das opções (fundoplicatura cirúrgica). Na esofagite eosinofílica, o controlo envolve corticoides tópicos, inibidores da bomba de protões e dietas de eliminação de alergénicos, como trigo ou leite. A esofagite induzida por medicamentos requer substituição ou ajuste da medicação, enquanto a esofagite infeciosa é tratada com fármacos específicos para a infeção causadora. O objetivo é aliviar sintomas, prevenir complicações e tratar a causa subjacente, garantindo assim um bom prognóstico na maioria dos casos.